O segredo não é quanto você ganha e sim como e onde gasta o seu dinheiro

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Dados sobre as dívidas da população brasileira são fáceis de serem obtidos. Se formos nos deter apenas nos mais atuais, temos que o crescimento da oferta de crédito e o descuido com nosso planejamento orçamentário foram os grandes motivadores deste cenário brasileiro. Utilizando como fonte o levantamento do Banco Central, dívidas consomem quase 43% do que o brasileiro ganha em 12 meses.

Esse dado mostra um quadro preocupante que atinge a maior parte de nossa população: o descontrole financeiro. Esse tipo de descontrole atinge os mais variados níveis de nossa população, não fazendo distinção de grau de escolaridade, classe social ou religião, e ele é caracterizado por pessoas que não tem nenhuma noção de como funciona as questões cotidianas das finanças pessoais.

São as pessoas que pagam a parcela mínima do cartão e acham isso normal, não possuem controle sobre o que gastam durante um dia e muito menos no mês, acreditam que apenas o fato de pagar as dívidas que possui lhe dá segurança, entram no cheque especial como se isso fosse um valor incorporado em sua renda, compram sem pesquisar, não se preocupam com seus rendimentos futuros, entre outras várias ações que geram o descontrole e o endividamento

Gastar dinheiro

O endividamento das famílias brasileiras duplicou nos últimos sete anos atingindo um nível recorde. O aumento de crédito foi, conforme citado, um dos motivadores para esse nível de endividamento. Apesar do crédito quando usado com consciência ser muito bom para o país e para a população, quando associado à falta de planejamento orçamentário vira um grande vilão.

Pegamos como exemplo a história de um funcionário público, que não planejou antes de adquirir crédito e acabou se atolando em dívidas. “Comecei a pegar empréstimos devido a facilidade, principalmente com crédito consignado e cartão de crédito, para satisfazer desejos de consumo imediato. Chegou um momento que o nível de endividamento já era tamanho que  começou a afetar o orçamento mensal, neste momento comecei a pegar empréstimo para pagar as contas mensais”, conta ele.

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O grau de endividamento do brasileiro também pode ser medido pelo aumento na demanda por serviços como o Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública. Local aonde os indivíduos vão em busca de orientação e auxílio de como negociar suas dívidas com cartão de crédito, financiamento, empréstimo.

Pensando nesse cenário, percebemos que não importa quanto você ganha e sim o que você faz com o seu dinheiro. No exemplo do funcionário público, a sua renda é superior a R$ 10.000,00 o que possibilita uma vida, de certa forma, confortável e com inteligência financeira uma bela aposentadoria. E o que este indivíduo tem feito da sua renda como a maioria dos brasileiros? Apenas se endividando e criando uma grande encrenca para o futuro!

Quem nunca ouviu histórias de jogador de futebol que ficou rico e não soube utilizar o dinheiro, terminando pobre e endividado?  De desejamos tranqüilidade e prosperidade financeira, precisamos repensar o nosso comportamento e decisões no que tange as nossas finanças. O primeiro passo é rever o seu planejamento orçamentário, para onde está indo o seu dinheiro? o que pode ser cortado para que seja possível quitar as suas dívidas ? cuidado com as despesas fantasmas, aquela que não nos damos conta, porém elas existem.

Outra dica, se seu impulso por consumo é grande, então antes de finalizar qualquer compra responda as seguintes questões:

  • O que você deseja comprar?
  •  Você possui dinheiro para comprar a vista esse bem?
  •  Se não possui essa quantia, quanto vai custar a mais por comprar financiado?
  •  A prestação somada as suas despesas mensais, está confortável de forma que continue sobrando ao menos 10% da sua renda, para que assim você continue poupando e investindo?
  •  O que esse bem vai trazer de melhoria para a sua vida?
  •  O que esse bem pode trazer de negativo para a sua vida?
  •  Existe algum bem similar mais barato e que satisfaça a sua necessidade?
  •  Você realmente precisa desse bem, ou pode viver sem ele?

Temos um exemplo bem bacana na Mais Money de um cliente que chegou com perfil completamente endividado, e que foi diagnosticado no momento da aposentadoria um déficit anual  maior que  R$ 170.000,00. Trabalhamos alguns comportamentos e indicamos algumas estratégias que no final permitiria um superávit anual maior que R$ 80.000,00 no momento da aposentadoria, isso sem comprometer a sua qualidade de vida hoje.

Pensando nisso deixo o seguinte recado:

  • Pense como anda o seu comportamento financeiro?
  • Como e onde você está gastando o seu dinheiro?
  •  Isso te levará para onde você deseja?

É isso ai amigos, um grande abraço a todos e uma ótima semana.

Sucesso nas finanças








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Sobre o Autor ()

Christiane Monteiro é graduada em economia pela Universidade Estácio de Sá. Possui formação em coaching pessoal, profissional e financeiro pela Universidade Corporativa de Coaching, pós-graduanda em psicologia positiva: uma interação com o coaching pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação – CPAF/RJ. É fundadora e CEO da MaisMoney, onde atua como Coach Financeiro e parceira do blog Educar Finanças.

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